Cascais Ambiente, um exemplo a seguir

Em Cascais os bio-resíduos domésticos , restos de comida, restos de preparação de legumes e fruta, alimentos fora de prazo ou estragados e outros similares,  já estão a ser tratados de acordo com o que vai ser obrigatório na Europa a partir de 2023.

Esta antecipação começou já em 2018 com um projeto piloto que abrangeu 500 famílias. Agora são dez vezes mais, atingindo as 5000 pessoas. Ou seja, o equivalente a quatro mil toneladas deste tipo de resíduos, considerando a dimensão média de 2.5 pessoas por cada agregado familiar naquele concelho a produzir cerca de 250 Kg/pessoa/ano, (média estimada para os bio-resíduos em Portugal).

Esta quantidade de resíduos que acabava no aterro sem qualquer valorização vai agora ser transformado em energia ou em composto para fertilizar solos.

É um bom exemplo de como deve ser feita a recolha seletiva de forma simples e sem custo financeiro ou esforço de qualquer espécie para quem o faz. Isto porque as famílias recebem gratuitamente um contentor, (de cor castanha e sacos verdes), para acondicionar os resíduos em casa e, depois de utilizado, basta fechar o saco e colocar no contentor cinzento da rua, o mesmo onde se colocam os resíduos indiferenciados.

Embora se possa pensar que o lixo vai todo para o mesmo destino, uma vez vai misturado no mesmo camião, o certo é que no sistema de recolha e triagem os sacos que contém bio-resíduos seguem um tratamento diferenciado.

O sistema aproveita a infraestrutura de recolha instalada, como os camiões e os contentores, e será certamente inspirador para outras geografias. Ver o vídeo de divulgação aqui.

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